segunda-feira, 29 de junho de 2009
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A VAGINA pretende ser (Re)creativa. Pretende ser o ponto para onde fogem os oprimidos. Como Vagina, é o ponto de partida, a MÃE, e simultâneamente o refúgio que pode apenas ser penetrado por aqueles que se apercebem que estão num beco sem saída.
São membros deste clube vaginal os escriturários que são pintores surrealistas nas suas folhas de rascunho, nos momentos vazios do seu enfadonho dia-a-dia, os advogados que fotografam as suas vizinhas nuas enquanto tomam banho e os desempregados. Principalmente os desempregados. Quer sejam os que se revoltam quanto à sua situação mas sobretudo aqueles que se estão nas tintas para isso e ainda mais os que, apesar de terem um emprego são também desempregados. Os que trabalham apenas porque precisam de comer e não têm alternativa. Mas que não desistem da sua LIBERDADE.
São vocês que nos interessam. Todos os que não se conformam. Tanto com a situação política mundial como com a rotina do dia-a-dia.
Esta revista jorrará menstrualmente os frutos desta insatisfação, nas suas várias incarnações. Aqui não há REGRAS. A única regra é que não há regras. É uma vagina pública, PROSTITUTA, barata, sem preço, livre. É suja mas sabe o que faz. O seu fluxo é como o sangue de Cristo e vai ser bebido por todos nós e espalhado pelas ruas.
A vagina está aberta.
Para alguém com tanta vontade de libertação e uma mente criativa tão forte, não percebo qual é a intenção de andares a espalhar actos de vandalismo pela cidade de todos nós... Se é esse o contributo que este movimento tem para oferecer, então parece-me bastante medíocre. Mas de qualquer forma, é uma boa ideia, desde que implementada com sensatez e sentido cívico.
ResponderEliminarhmm, por vezes vejo o grafitti como acto de vandalismo, quando é mal feito. Neste caso não achei tanto, especialmente tendo em conta os rabiscos que estão em torno. Mas é uma opinião.
ResponderEliminarMaior que a violência de um acto dito vândalo é o impeto que sinto em me exprimir, comunicar na cidade de todos nós, minha também. Diariamente a cidade comunica comigo, quer eu queira quer não, jornais gratuitos, cartazes, mupis, outdoors, destribuidores disto e daquilo, atropelam-se para que eu exprimente, participe como protagonista no grande teatro da comunicação pública legal, LEGAL = PAGA, é ilegal a minha comunicação porque não é paga, ou seja enquadrada num sistema que gera dividendos para alguém. Sensatez e sentido cívico são dois conceitos que aprecio e tenho em conta em toda a intervenção que faço na cidade, como pode reparar o stencil foi feito num placar que protege um prédio(não no proprio prédio) que por sua vez já estava riscado, ter sentido cívico para mim é participar. Participar é o que faço ao comunicar desta forma, provocando a população, mostrando que existe vida para além do formato. Obrigado pelo contributo e opinião.
ResponderEliminarA menos que o tenhas ignorado, foi-te enviada uma revista com contribuições diversas de diferentes pessoas, como ilustrações, textos, etc. Convidava-te a utilizar o tempo que perdeste a escrever o teu comentário para ler os conteúdos da revista. E, depois, comentar informadamente, se te aprouver. E se possível assinar esse comentário. Obrigado.
ResponderEliminarCarlos Rodrigues